quinta-feira, 11 de abril de 2013

Meio e Mensagem - Acesso a celular supera audiência de TV


Acesso a celular supera audiência de TV
Segundo Simon Kemp, diretor da We Are Social, pesquisas indicam que a comunicação com donos de dispositivos móveis precisa ser intensificada
04 de Abril de 2013 • 09:08


Segundo pesquisas da Ericsson e da ONU, assinantes de operadoras de celulares são mais numerosos que telespectadores de TV
Crédito: Reprodução
Um cruzamento de diferentes pesquisas realizado pela agência We Are Social aponta que hoje há mais gente conectada a celulares do que telespectadores. Cerca de 4,4 bilhões de pessoas pagam por serviços de operadoras de telefonia móvel, enquanto se estima que existam 4,2 bilhões de pessoas com acesso a televisores.
O estudo se utilizou dos números divulgados em fevereiro pelo Mobility Report da Ericsson e projeções da International Telecommunication Union, da ONU, para posse e penetração de TV em 2012. “É uma grande mudança”, diz Simon Kemp, diretor executivo da We Are Social em Cingapura, em artigo para o blog inglês The Wall, do Brand Republic Group. “Além do que a adesão global ao celular está crescendo num ritmo de 140 milhões de novos pagantes por trimestre.”
Para Kemp, esses dados são mais um indicativo de que os investimentos em mídia não seguem as tendências em telecomunicação. Citando dados da World Advertising Research Center para a Ásia e o Pacífico, 39% das marcas na região consideram dispositivos móveis uma plataforma de marketing muito importante, enquanto só 29% dessas empresas têm, de fato, estratégias de mídia para esse setor.
“O Google já apontou que mais pessoas hoje possuem um celular que uma escova de dentes; enquanto a ONU acabou de revelar que mais pessoas tem acesso a esses dispositivos do que a saneamento básico”, descreve Kemp. Ainda que a maioria dos celulares sejam simples, sem conexão com internet, o executivo registra que a taxa de crescimento de adesão a smartphones aumenta em cerca de 30% por trimestre, segundo dados da Ericsson. Na América Latina em especial, a taxa de penetração de celulares – entre todos os tipos de dispositivos – é de 112% no mesmo período.




Segundo pesquisas da Ericsson e da ONU, assinantes de operadoras de celulares são mais numerosos que telespectadores de TV

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Segunda tela: mais liberdade na TV paga


04/04/2013, por Redação HT
 
Já é possível ver filmes, séries e outras atrações dos seus canais favoritos em notebooks, smartphones e tablets.
Até pouco tempo atrás, era comum relaxar em frente ao televisor para acompanhar os programas preferidos da TV paga. Hoje, essa já não é a única, mas sim uma das várias opções oferecidas aos assinantes. Na verdade, grande parte das pessoas já não se contenta apenas em (ou consegue) ver os programas em tempo real, quase sempre por causa da rotina agitada nas grandes cidades. E assim foram surgindo alternativas para que ninguém perdesse as estreias dos filmes de sucesso dos canais premium ou os episódios finais daquela série empolgante.
Primeiro, chegou ao alcance dos assinantes o recurso de gravação digital, que, hoje em dia, está disponível na maioria das grandes operadoras. Uma ótima solução, mas que exige a programação prévia do que se deseja gravar. Anos mais tarde, a comodidade foi ampliada. O espectador passou a definir o que quer ver na hora mais conveniente. Essa é a grande vantagem dos serviços de video on-demand das operadoras, que vem conquistando os assinantes não só pela liberdade de escolha mas também pela oferta crescente de conteúdo (muitas vezes, gratuito).

Da evolução do video on-demand tradicional, começaram a surgir no Brasil em 2011 as primeiras iniciativas de TV Everywhere. Para entender o conceito de uma forma bem simples, acrescente ao “ver o que se quer na hora mais conveniente”, a possibilidade de acompanhar parte do conteúdo dos canais da TV paga em dispositivos portáteis, como notebooks, tablets e smartphones. Geralmente, esse tipo de aplicação é gratuita e resulta de parcerias entre as programadoras, que quase sempre são responsáveis pelos aplicativos, e as operadoras, diretamente envolvidas com a liberação do conteúdo apenas para seus assinantes.
Atualmente, a Globosat encabeça a lista de investimentos em ferramentas de TV Everywhere. Há pouco mais de um ano, a maior programadora brasileira, lançou o Muu, que disponibiliza mais de 2.000 horas de conteúdo dos seus canais na internet. Na lista, estão programas, séries, filmes e shows (vários em alta definição) que podem ser vistos em notebooks e smartphones/tablets Apple e Android. Por enquanto, a visualização de todos os vídeos continua restrita aos assinantes da Net, já que o acesso ao conteúdo depende de cadastramento prévio.
“O consumo de conteúdo não linear não é um modismo; já se tornou um hábito consolidado”, garante André Nava, gerente de Novas Mídias da Globosat. Segundo ele, vários fatores estão contribuindo para a rápida difusão destes novos serviços. “O aumento médio da velocidade de acesso à internet e a crescente venda de dispositivos portáteis que se conectam à web ajudam a explicar essa revolução.”
Embora não revele números, Nava afirma que, atualmente, os campeões de audiência do Muu são séries de sucesso na TV paga, como Spartacus e Sessão de Terapia (esta nacional). Filmes e atrações infantis também são muito procurados. Entre os dispositivos preferidos pelo público para visualizar esses conteúdos, estão, pela ordem, o computador e o iPad, que, de acordo com ele, tem apresentado um crescimento surpreendente nos últimos meses.
Em agosto, a Globosat deu mais um passo para fortalecer a oferta de conteúdo em várias plataformas. Apresentou o serviço Telecine Play, que está baseado na comodidade de ver os filmes dos canais Telecine em dispositivos portáteis, como smartphones e tablets (inclusive Android). Para isso, basta ser assinante destes canais nas operadoras Net, GVT, Vivo TV e CTBC (a lista deve crescer em 2013). “Já são cerca de 1.500 títulos, inclusive superestreias, que são liberadas um ou dois dias após o lançamento na TV paga”, explica Nava. Para o ano que vem, estão previstos novos aplicativos de TV Everywhere na área de música (Bis), artes e espetáculos (Philos) e culinária (Receitas GNT).
Em parceria com a Sky, a mesma Globosat também ofereceu o serviço Premiere FC durante o campeonato brasileiro de futebol. “Por um pequeno custo mensal, nossos assinantes do pay-per-view podiam acompanhar até dez jogos simultâneos (e em tempo real) em uma segunda tela, seja do computador, iPhone ou iPad”, comenta Regina Von Zuben, diretora de Produtos da Sky. “Para o torcedor, o mais bacana era ver a partida de seu time na tela grande e acompanhar a atuação dos rivais em seu notebook, por exemplo.”
Todas as ferramentas de TV Everywhere da Sky são disponibilizadas a partir do portal Sky Online, cujo carro-chefe é a locação virtual de filmes a partir de assinatura mensal ou aluguel por conteúdo. Se preferir, o assinante Sky pode pagar mais para fazer o download dos títulos em seu computador.
Ao navegar pelo site, dois outros serviços também chamam atenção: Watch ESPN, com gols e outras atrações da programadora especializada em esportes, e o HBO Go, com séries e filmes. Nos dois casos, é necessário ser assinante dos canais para ver seu conteúdo em diversas plataformas.
“Não vamos firmar parcerias com a Netflix, por exemplo, que tem um modelo de negócio diferente”, ressalta Gustavo Grossmann, vice-presidente e gerente-geral da HBO. “Nosso principal cliente são as operadoras de TV paga e é com elas que vamos continuar trabalhando. Ao disponibilizar o conteúdo em várias plataformas, queremos é estimular ainda mais a assinatura dos nossos canais. Esse é o único caminho que leva ao benefício.”
Alessandro Maluf, gerente de Produtos da Net, concorda que o acesso ao conteúdo em várias plataformas não ameaça a TV por assinatura. Ao contrário disso, são conceitos complementares. “É lógico que ninguém vai deixar de ver um jogo de futebol na tela grande para acompanhar pelo tablet, mas essa opção pode ser muito interessante se o assinante não estiver em casa”, explica. E, segundo ele, a assinatura do canal em questão é que “amarra” essas novas possibilidades. “Foi a maneira encontrada para proteger nosso negócio.”
Para Fábio Freire, gerente de Marketing da GVT TV, ainda estamos engatinhando no aproveitamento das novas tecnologias a serviço da TV paga. “Grande parte dos novos assinantes, principalmente dos pacotes mais básicos, ainda tem dificuldade para entender o conceito de video on-demand”, diz ele. “Não é à toa que a procura pelo serviço é maior no topo da pirâmide.”
O perfil dos assinantes está mudando e cabe às programadoras e operadoras conhecer esse novo usuário e suas necessidades. “O primeiro passo é estudar bem o público, porque a audiência está sendo reformulada”, garante Fernando Medin, VP e diretor-geral da Discovery no Brasil. “Hoje, já oferecemos ao assinante a possibilidade de comentar e interagir com a programação através de uma ferramenta de segunda tela (mais detalhes na pg. ????), mas ainda é cedo para ingressar na TV Everywhere”, comenta. “A decisão não está apenas em nossas mãos. Envolve investimentos adicionais, parcerias com operadoras, além, é claro, da questão dos direitos autorais para liberar o conteúdo em várias plataformas.”
COMO FUNCIONA?
Até mesmo na sala de estar, eles são cada vez mais indispensáveis. O uso do smartphone ou do tablet enquanto se vê TV é uma tendência mundial. Segundo um recente estudo da Nielsen, uma das maiores empresas de pesquisa do mundo, 85% dos americanos, por exemplo, utilizam dispositivos portáteis como "segunda tela" enquanto assistem à programação convencional de TV.
No Brasil, o fenômeno também está crescendo, impulsionado pelo sucesso das redes sociais. Os espectadores querem comentar a novela, o jogo de futebol ou o último episódio de uma série de sucesso no Facebook ou no Twitter em tempo real. Paralelamente, vem surgindo uma série de aplicativos especialmente pensados para integrar a programação da TV ao mundo da internet. Net e Sky estão entre as operadoras que oferecem esse tipo de convergência. Em seus apps, que podem ser baixados gratuitamente (a Net, por enquanto, só trabalha com a versão para Apple) é possível acessar a grade dos canais e programar gravações a distância. O app da Sky inclui até funções de controle remoto para comandar alguns decoders pelo celular.
A Globosat também desenvolveu alguns apps gratuitos bem criativos. O aplicativo TudoTV, ainda exclusivo para iPad, segue a mesma linha, mas ganha maior abrangência ao permitir navegar por dezenas de canais (incluindo abertos, fechados e regionais), conferindo horários e sinopses das atrações. Segundo a programadora, o próximo passo é integrar a ferramenta com as redes sociais, facilitando o compartilhamento de informações e comentários pessoais sobre a programação.
Fãs do esporte mais popular do país, podem baixar o +Futebol, aplicativo do SportTV para iPad. A ideia é complementar as transmissões ao vivo dos canais SporTV e Premiere FC, oferecendo vídeos dos principais lances de partidas, estatísticas em tempo real e até a integração direta com o Twitter. Na mesma linha de ampliar a experiência do espectador com a programação, foi criada a ferramenta Discovery Conecta, novidade da programadora na internet que traz conteúdo exclusivo e até chat ao vivo.

VIVO TV x NETFLIX
Quando se pensa em locação virtual de filmes, o serviço mais conhecido é o Netflix. Através de uma assinatura mensal, o usuário acessa um grande acervo de filmes e séries a qualquer hora e lugar em diversos aparelhos. Entre eles, estão TVs conectados das principais marcas, videogames, notebooks, smartphones e tablets. A diferença, nesse caso, é que qualquer um pode assinar o serviço, independente de ser cliente de TV paga. Por outro lado, conteúdos exclusivos das programadoras ficam de fora. Esse tipo de serviço, que também é oferecido pelo portal Terra (Sunday TV) e pela NetMovies, por exemplo, é chamado de OTT
(abreviação para over-the-top).
Interessada nesse modelo de negócio, a Vivo TV (antiga TVA) foi a primeira operadora a lançar uma ferramenta semelhante, chamada de Vivo Play. Segundo a empresa, o novo serviço chega ao mercado com 3.500 títulos iniciais, entre filmes, séries, desenhos, músicas e documentários, que poderão ser vistos em smartphones Android, tablets, videogames Xbox e Smart TVs LG e Samsung.
Para assinar o Vivo Play, não é necessário ser cliente da operadora. Basta escolher entre o modelo de assinatura mensal (com filmes de catálogo) ou locação avulsa (para lançamentos, muitos deles em alta definição). Será que a moda pega?
*Texto original publicado na edição 199 da revista HT&CD, de dezembro de 2012.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Acessório HDMI leva sinal Full HD 3D para TVs via rede IP


Acessório HDMI leva sinal Full HD 3D para TVs via rede IP

Por  | 5 de Abril de 2013 | Um comentario | Automação | Tags: 
Discabos
A oferta de acessórios que permitem conduzir sinal HDMI em cabos de rede por mais de 50m já não é novidade no mercado brasileiro. Mas com a popularização das redes domésticas alguns fabricantes criaram soluções que tornam viáveis, inclusive, o controle das imagens transmitidas em diferentes TVs ou projetores.
esquema
Indicada para grandes instalações residenciais ou corporativas, o extensor HDMI IP da linha AV Life da Discabos converte o sinal HDMI para um protocolo de dados IP. Com isso, é possível agregar um switch de rede (à parte) e distribuir som e imagens Full HD em 3D para vários TVs através de uma rede cabeada.
O sistema funciona com transmissor e receptor para serem conectados entre fonte de conteúdo e TVs. Segundo a empresa, uma nova versão do produto oferece controle remoto que facilita o gerenciamento das fontes distribuídas, dispensando o acesso à página de configuração do switch de rede.