quinta-feira, 15 de março de 2012

Porque a TV a Cabo não é o futuro da TV - Avner Ronen

A indústria de TV a cabo começou ha mais de 60 anos, repetindo o sinal de emissoras locais para áreas rurais que tinham uma má recepção. Hoje, cerca de 90% das famílias norte-americanas tem TV por assinatura, pagando cerca de U$ 1.000 por ano por um pacote de canais que não está otimizado para os seus gostos e preferências. Apesar de sua frustração com as empresas de TV a cabo, muitas pessoas não cancelarão sua assinatura de TV por causa dos canais de esportes e os pacotes Internet / Telefone / TV. As companhias de TV a cabo gastam bilhões de dólares para garantir os direitos exclusivos sobre grandes eventos esportivos, e muitos assinantes não querem abrir mão disso. Se os clientes telefonam para cancelar sua assinatura, as empresas de cabo oferecem um mês de graça, um desconto no equipamento, ou um serviço de telefone extra - tudo em um pacote. Eles farão qualquer coisa para manter os assinantes. Mas eles estão, apenas, adiando o inevitável. Eventualmente, canais a cabo premium serão obrigados a manter seu conteúdo diferenciado. Eles já estão em desvantagem quando comparados com os principais prestadores como Apple, Microsoft, Netflix, Amazon, uma vez que vendem suas ofertas apenas para a sua base existente de assinantes. Os principais provedores possuem uma escala nacional e internacional, e acabarão migrando para uma atividade maior e com melhor poder de compra. As companhias de cabo que não vão se manter, acabarão saindo do negócio de vídeo, permanecendo no negócio de banda larga (que pode ser um grande futuro para muitos deles). A Internet é uma plataforma de distribuição muito mais escalável para o vídeo. Não há limite para o número de "canais" nem limite para o número de horas por canal. Não há necessidade do método arbitrário de programação das emissoras que oferece um programa para "horário nobre" e outro programa para 03:00 da manhã. No futuro ainda haverá listas de pacotes, mas haverá, também, a escolha do consumidor e muito mais concorrência. Soluções a-la-carte vão confrontar as várias ofertas de assinatura. Vimos isso há alguns anos atrás com a indústria da música, e é muito provável que novos modelos de negócios surgirão em torno do conteúdo de vídeo. No final, a Internet vai passar a ser a melhor coisa que já aconteceu para os criadores de conteúdo. - Avner Ronen, fundador Boxee